quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

FOGÃO DE BARRO


Compositor: Cleber Faba

Era uma casa velha
e um fogão de barro
no quintal haviam gravioleiras, pés de açaís,
goiabeiras, faceiras e floradas, na distinta madrugada
acordava o Jauari.


Meu pai cansado de mar das correntezas do igapó
chegava com o pescado e pouco de sal,
minha mãe sonhava com o futuro e não sabia
que o destino existiria,
ao chegar na capital.


Sabem o qué sorte? Se existe nunca vi!
O homem do norte, rema cantando com o cantar do ben-ti-vi.


Vagalumes vagam a luzes, piscndo, iluminndo o meu voiolão,
abelhinha fazem mel  da flor e dizem, que é pra adoçar meu coração.


E assm, eu vou cantando,
como canta um passarinho tão feliz,
quem sabe a sorte mau amada,
encontro em qualquer parte desse meu pais.






É uma poesia que fala da minha infância em Itacoatiara, cidade natal, ponta das pedras do bairro do Jauari,
litoral dos pescadores da cidade as margens do rio solimões.
A casa construida de madeira, onde o quintal haviam, goiabeiras, açaizeiros, gravioleiras e etc.
O destino se encarregou da minha vida atistica na cidade de Manaus.